Um medicamento usado para o tratamento da aids,

será totalmente fabricado pela Fundação Oswaldo Cruz

Fundação Oswaldo Cruz
Fundação Oswaldo Cruz

A produção do antirretroviral Duplivir foi viabilizada por meio de um acordo de transferência de tecnologia de um laboratório privado para o Instituto de Fármacos da Fiocruz, através de uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo. A medida representou uma economia de R$258 milhões aos cofres públicos.

Este mês, o laboratório de Farmanguinhos concluiu a produção dos primeiros lotes de teste do medicamento. Para a produção completa, falta apenas a autorização da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária.



A coordenadora de Desenvolvimento Tecnológico do Farmanguinhos, Alessandra Esteves, explica que o processo de autonomia na produção desse medicamento começou há cinco anos e agora está na etapa final.

O antirretroviral que será produzido pela Fiocruz reúne em um único comprimido dois princípios ativos de combate à doença, o que proporciona um pouco mais de conforto aos pacientes, segundo a coordenadora.

Alessandra Esteves destaca, ainda, que o domínio na fabricação permite ampliar o acesso ao medicamento.

Nos primeiros quatro meses deste ano, a Fiocruz já conseguiu produzir 30 milhões de unidades. A expectativa é de que até o fim do ano sejam produzidos 75 milhões de comprimidos para distribuição no Sistema Único de Saúde.




Desde 1980 até junho de 2018, foram detectados no país mais de 982 mil casos de Aids.

O total de óbitos pela doença em 2017 chegou a 11.463, o número representa uma queda de 15,8% se comparado com 2014.