Um dos usuários da unidade informou que solicita seu medicamento controlado há três meses.
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Enquanto se fala em Metrô – Pacientes da Unidade de Saúde Mental questionam falta de remédios e médicos

Um dos usuários da unidade informou que solicita

seu medicamento controlado há três meses.

Um dos usuários da unidade informou que solicita seu medicamento controlado há três meses.
Um dos usuários da unidade informou que solicita seu medicamento controlado há três meses.

Os pacientes da Unidade Especializada em Saúde Mental, na Avenida Dom Pedro I, têm sofrido com a falta de psiquiatras e medicamentos. Um dos pacientes contou que não consegue os remédios que precisa há mais de três meses, além de dizer que a ausência de profissionais para atendimento tem dificultado o agendamento de consultas.




-Acho um absurdo, pois são remédios controlados para um público que necessita de auxílio. Eu, por exemplo, tomo um remédio para controlar a depressão e infelizmente, faz mais de três meses que não consigo. Pelo que escuto de outros pacientes, acontece o mesmo com outros medicamentos – disse José Ricardo dos Campos, paciente da unidade.

José também comentou outro fator que tem prejudicado os pacientes: a falta muitas de psiquiatras. O mesmo disse que frequentemente os profissionais da unidade ficam de licença, havendo um baixo número de funcionários e não ocorrendo a realização de consultas.

-Muitas vezes os psiquiatras de lá ficam de licença, não havendo consultas. No meu caso, eu fazia consulta com um deles, mas o mesmo entrou de licença. Com isso, tive de fazer um cadastro para, após dez dias, pegar o remédio, sem haver avaliação de um profissional – completou.

Outro paciente contou a luta que foi para ser atendido pela unidade. O paciente foi atendido após cerca de três meses de cobranças. Além disso, também criticou a falta dos medicamentos, alegando que o fato causa risco aos pacientes que não podem ficar sem os mesmos.

-Após muitas reclamações à Secretaria de Saúde, consegui finalmente ser atendido no início deste mês. Estava tentando desde maio. A falta de medicações coloca em risco a vida de muitos pacientes – contou.

De acordo com a Prefeitura, a Unidade Especializada em Saúde Mental conta atualmente com 29 profissionais, entre médicos, psicólogos e assistentes sociais, que dão encaminhamento a cerca de 10 mil prontuários por mês.

A unidade não fornece medicamentos. A Secretaria de Saúde realiza processo de licitação para a aquisição de medicamentos para suprir a demanda dos pacientes psiquiátricos. A estimativa é de que em um mês, os remédios estejam disponíveis.




A Unidade Especializada em Saúde Mental, não fornece os medicamentos. A rede pública de saúde conta com duas unidades do Núcleo de Assistência Farmacêutica, os Polos de Assistência Farmacêutica, um no Centro e outro em Corrêas, que realizam o serviço de disponibilização de medicamentos prescritos pelos profissionais psiquiátricos da rede, além das farmácias ambulatoriais no Centro de Saúde e em Corrêas, no Ambulatório do Hospital Alcides Carneiro.

Fonte: Diário de Petrópolis
Por: Antônio Reuther