Em manifesto grupo solta fogos em direção ao STF e ameaçam ministros (Vídeo completo)

Vídeos mostram ameaças e xingamentos contra o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha e ministros do STF

Na noite deste sábado, 13, manifestantes lançaram fogos de artificio em direção ao STF, na praça dos Três Poderes, em Brasília. A reação aconteceu depois que o governo do DF desmontou um acampamento de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, “segundo informações ” pode ter sido o grupo conhecido “300 do Brasil”.

Durante o vídeo é possível ouvir :

Estão entendendo o recado, seus bandidos? Olhem o ângulo dos fogos, se prepare, Supremo dos bandidos. Aqui é o povo que manda nessa nação”. “Olha aí, seus bandidos, Supremo dos infernos”. “É o povo, seus comunistas vendidos, bandidos…“Desafia o povo e vocês vão cair, nós vamos derrubar vocês, medíocres!, grita com os fogos estourando ao fundo.

O homem ainda profere xingamentos ao Supremo e aos ministros da Corte.

De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, o grupo, que tinha cerca de 30 pessoas, realizou um culto na Praça dos Três Poderes antes de lançar os fogos.

Para evitar novas manifestações, o governador Ibaneis Rocha decretou o fechamento da Esplanada dos Ministérios para veículos e pedestres até 23h59 deste domingo. Já a Secretaria de Segurança Pública do DF informou que a Polícia Civil vai instaurar um inquérito para apurar os responsáveis pelo ato.




A decisão leva em consideração as aglomerações verificadas na Esplanada nos últimos dias, que contrariam as normas sanitárias de combate ao novo coronavírus. Além disso, o decreto diz que parte das manifestações realizadas nessas aglomerações tem declarado conteúdos anticonstitucionais e há ainda “ameaças declaradas, por alguns dos manifestantes, aos Poderes constituídos.”

De acordo com o governo do DF, qualquer manifestação na Esplanada dos Ministérios poderá ser admitida, desde que comunicada com antecedência e devidamente autorizada pelo secretário de Segurança do Distrito Federal, cargo hoje ocupado pelo delegado da Polícia Federal, Anderson Gustavo Torres.